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Submissões Recentes
Cuidado invisível: mulheres, envelhecimento populacional e implicações econômicas
(2025-12-03) Batista, Francisca Nadir da Silva
O presente estudo é desenvolvido sobre o papel da mulher no trabalho como ocupação e tem como objetivo central analisar como a invisibilização do trabalho de cuidado prestado por mulheres a pessoas idosas impacta na economia e perpetua as desigualdades de gênero no contexto do envelhecimento populacional brasileiro. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e descritiva, desenvolvida por meio de uma revisão de literatura, que reuniu e analisou criticamente publicações, relatórios e documentos oficiais de instituições como OIT, IBGE, IPEA, ONU Mulheres e Ministério das Mulheres, abrange o período de 2015 a 2025. Esse estudo é baseado na visão de alguns autores como Federici, Elson, Folbre, Teixeira e Nasri, entre outras obras, e organizado através de análise temática, que permite compreender a relação entre cuidado, gênero e economia. Os resultados mostram claramente que as mulheres assumem a maior parte do trabalho de cuidado não remunerado, isso faz com que percam oportunidades no mercado formal e acabe enfrentando sobrecarga física, emocional e a desigualdade salarial. Quando esse trabalho não é
reconhecido, reforça-se a desvalorização que já recai sobre as mulheres e se perpetua a divisão sexual do trabalho. Além disso, a ausência de políticas públicas articuladas aumenta ainda mais os impactos econômicos dessa realidade. A análise ainda revela avanços recentes, como a criação do Grupo de Trabalho Interministerial e a proposta da Política Nacional de Cuidados, mas destaca que ainda falta um sistema eficaz que reconheça o cuidado como um direito social e uma responsabilidade coletiva. Portanto a pesquisa conclui que reconhecer o cuidado como parte fundamental da economia é necessário para promover justiça social e equidade de gênero para envelhecer com dignidade. Propõe que o Estado e a sociedade adotem políticas estruturais que valorizem esse trabalho e redistribuam suas responsabilidades entre homens, mulheres, mercado e governo, consolidando uma verdadeira sociedade do cuidado baseada na solidariedade e na dignidade humana.
Análise dos materiais e dados enviados para laboratórios de prótese dentária para confecção de próteses removíveis
(2020-11-27) Silva, Matheus Lopes da
Introdução: A perda dentária pode levar a impactos funcionais, sociais, estéticos e psicológicos. As próteses removíveis, sejam elas totais ou parciais, surgem como opção de tratamento viável e acessível. Objetivo: Avaliar dados e materiais de trabalhos destinados à confecção de próteses dentárias removíveis nos laboratórios protéticos comerciais situados na cidade de Caicó (RN). Material e método: Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, observacional e realizada em recorte transversal. Foram realizadas análises visuais dos trabalhos e requisições enviados para Laboratórios de Prótese Dentária (LPD) (n=2), para confecção de próteses totais (PT) e próteses parciais removíveis (PPR). Os itens observados e avaliados para trabalhos em PT foram: modelo anatômico, molde funcional, plano de orientação, montagem dos dentes e pedidos de acrilização. Para PPR os itens foram: modelo de trabalho, estrutura metálica, montagem dos dentes e pedidos de acrilização. Resultados: O total de trabalhos protéticos do presente estudo foi composto por 85 trabalhos de PT e 160 de PPR. Em relação aos trabalhos em PT, 25 (29,41%) eram modelos anatômicos. Dos 28 (32,94%) planos de orientação, apenas 5 (17,85%) tinham indicação de informações clínicas. Dos 17 pedidos de acrilização, 5 (29,41%) não constavam a cor da gengiva. Dentre os trabalhos de PPR 40 (25%) eram modelos de trabalho e 33 (82,5%) destes não estavam acompanhados de requisição bem preenchida. Apenas 25 (39,06%) das 64 montagens de dentes estavam montados em articulador. Conclusão: A qualidade dos modelos e das requisições recebidas pelos laboratórios de prótese, em sua maioria, estava deficiente. Tais situações podem comprometer a confecção das próteses durante a execução das etapas laboratoriais ou o sucesso dos mesmos após a instalação.
Análise de mortalidade e procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos relacionados ao câncer na região de cabeça e pescoço no Rio Grande do Norte
(2021-10-13) Batista, Anna Flávia Silveira.
Introdução: Apesar dos avanços no âmbito da saúde, o câncer na região de cabeça e pescoço continua sendo um problema de saúde pública, e possui existência de 600 mil novos casos por
ano no mundo. Objetivo: Avaliar, no Rio Grande do Norte (RN), registros de mortalidade e procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos voltados para o câncer de cabeça e pescoço. Método:
Estudo exploratório, descritivo e inferencial, com dados secundários disponíveis. Foi analisada proporção de procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos na região de cabeça e pescoço no RN,
entre 2010-2019. Resultados: A mesorregião Leste Potiguar (LP) foi a que apresentou as maiores frequências absolutas em relação a biópsias e procedimentos cirúrgicos, tendo como destaque a capital Natal para os maiores valores. Em relação às biópsias de tecidos moles da boca, LP também apresentou maior proporção (n=586;56,6%). As regiões anatômicas da tireóide e paratireóide foram as mais representativas (n=3.467;75,9%), seguida da região de tecidos moles da boca (n=919;20,1%). O procedimento cirúrgico mais registrado foi tireoidectomia total. A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes foi mais representativa nas mesorregiões com maiores temperaturas e atividades rurais (Central e Oeste Potiguar). Conclusão: Os procedimentos com finalidade diagnóstica foram díspares quando comparados aos de remoção cirúrgica da lesão no mesmo sítio de diagnóstico. A mesorregião mais desenvolvida e de maior densidade populacional (Leste Potiguar) apresentou maiores registros de procedimentos de diagnóstico para o câncer de cabeça e pescoço e menor taxa de mortalidade.
Oficinas terapêuticas em saúde mental: uso do teatro no Centro de Atenção Psicossocial.
(2020-03-04) Silva, Lídia Stéfanie Dantas.
A arte, cultura e o trabalho apresentam-se como uma forma de romper os paradigmas psiquiátricos, fomentando uma nova forma de trazer os sujeitos que passam por algum transtorno mental para uma nova realidade, fugindo dos aspectos de inferioridade e discriminação pelos quais são categorizados. Entre as diversas manifestações artísticas, o teatro surge como um diferencial na proposta terapêutica no campo da saúde mental. Objetivou-se identificar a percepção de usuários do Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) acerca do grupo de teatro em seu tratamento e investigar a interferência das experiências no grupo de teatro no cotidiano dos usuários. Pesquisa qualitativa, desenvolvida nos CAPS III de CaicóRN e CAPS I de Parelhas-RN através de entrevista semi-estruturada direcionada a 12 usuários pertencentes aos grupos de teatro dos referidos serviços. Os dados coletados foram preparados e organizados em um corpus textual submetido para análise do software Iramuteq (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). A partir do seu sistema de classificação foram elegidas três categorias: Categoria 1 – Vida em atos: a arte de apresentar-se e sua significância; Categoria 2 - Dimensão do transtorno mental sob a ótica do teatro; Categoria 3 - Falar e agir livremente: as mudanças de vida após o teatro. A partir da análise dos discursos pode-se concluir que os usuários que aderiram o teatro em seu tratamento são capazes de observá-lo como uma terapia válida, exemplificando as transformações ocorridas em suas vidas após aceitarem a participação em seus respectivos grupos.
Experiências de acolhimento na educação infantil: a vivência do estágio supervisionado no curso de Pedagogia (UERN)
(2025-12-17) Pinheiro, Maria Laura Henrique
Este trabalho se insere no âmbito das discussões sobre as crianças e suas infâncias no contexto da etapa da Educação Infantil. Trata-se de um relato das experiências formativas realizadas no período do Estágio Supervisionado I realizado em uma instituição pública de Educação Infantil, localizada no município de Mossoró/RN, no ano de 2023. O estudo parte da compreensão do acolhimento como prática pedagógica intencional e estruturante da rotina escolar com o objetivo de analisar sua importância no cotidiano das instituições educativas e suas contribuições para o desenvolvimento integral das crianças. As práticas foram planejadas a partir das observações realizadas no cotidiano da sala de referência, que evidenciaram desafios na organização da rotina, sobretudo no momento inicial do dia, marcado pela ausência de propostas pedagógicas e pela espera passiva das crianças. Dessa forma, o acolhimento surgiu como uma possibilidade de qualificar esse tempo, favorecendo a escuta, a participação, a autonomia e a expressão das crianças. Foram escolhidas e analisadas seis experiências desenvolvidas durante a vivência do estágio: registro livre com giz e papel; exploração de sentidos e texturas vegetais; jogos; experiências corporais; leitura literária e faz de conta. A pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando levantamento bibliográfico e relato de experiência. As análises baseiam-se nas narrativas produzidas durante o Estágio Supervisionado I, compreendido como espaço de investigação e pesquisa. Fundamenta-se em referenciais teóricos que dialogam com as concepções contemporâneas de infâncias, Educação Infantil, acolhimento, rotina e organização dos espaços e materiais, como Kramer (2013), Oliveira (2020), Baptista (2023), Barbosa (2006), Horn (2004) e Staccioli (2013). Os resultados evidenciam que o acolhimento, quando planejado e integrado à rotina, constitui-se como um tempo pedagógico potente, capaz de democratizar o cotidiano escolar, ampliar oportunidades de autoria e expressão infantil, capaz de integrar múltiplas linguagens e promover aprendizagens significativas. Ao mesmo tempo, revela limites recorrentes em instituições de Educação Infantil, como a escassez de materiais acessíveis às crianças, práticas marcadas pelo adultocentrismo, ausência de espaços preparados para o brincar, rotinas rígidas e pouca valorização do corpo e da autoria infantil. Tais desafios extrapolam o contexto do estágio e refletem tensões históricas que atravessam a educação das crianças pequenas no Brasil. O cenário também evidencia uma tensão estrutural: exige-se um acolhimento qualificado, mas não se asseguram condições de trabalho que permitam sua realização plena. Assim, torna-se necessário refletir sobre políticas institucionais que garantam — no contrato de trabalho/carga horária e na organização da escola — tempos reais de planejamento, arrumação e cuidado com os ambientes. Só assim será possível sustentar práticas de acolhimento coerentes com os princípios da Educação Infantil.

